como a onda
que escava a praia
e engolindo-a
continuamente
jamais a engole
pois a retorna
umedecida
do sal sanguíneo
que o mar inquieto
retira ao fundo
de seu silêncio
azul-noturno
e revertida
ao primo leito
é ela ainda
mas água alheia
que mesmo seca
ao sol sedento
lhe salga o seio
de costa extrema
assim meu lábio
te molha a boca
que ao vento arqueja.
0 comentários:
Postar um comentário