sábado, 29 de agosto de 2015

Sorôco

Sorôco, sua mãe, sua filha
me levou de novo às lágrimas.
Nem completa quatro páginas
a edição que tenho em casa.
E os coitados dos alunos
- os que não tinham dormido -
me olharam consternados
de meus súbitos soluços
e disseram: "Olhem só!
O Sidnei está chorando!"
Como se a lida maluquice
no professor fosse entrando.

Mas não me sai da cabeça
que o dia em que ler o conto
sem marejar um olho
saio da escola cantando.

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